“Este panfleto está em branco.” “Nós somos ateus.”
Não é uma excelente “ação artística”? Nada escrito, nada a dizer. Na verdade, uma não-ação. Para ser coerente com uma não-proposição, os ateus nem deveriam entregar esse panfleto… Mas a ironia do cartum é exatamente essa: oferecer uma não-mensagem, de modo que, talvez, a pessoa que recebe a página em branco reflita sobre a enxurrada de propagandas entregues na rua que não têm nada a ver com a gente. Ou reflita sobre ela mesma, a brancura funcionando como um espelho. Como sempre, me fascina a genialidade dos cartunistas. Um conteúdo inteligente e irônico concentrado em uma imagem e pouquíssimas (às vezes, sem) palavras. Que inveja!
Publicado em 28-11-2007 na categoria Gerais |
2 Comentários para “Cartum ateu”
Sem dúvida, um ótimo cartum. Esta questão do nada, do vazio, representando a própria (des)crença dos ateus. Nada a dizer, além da expressão
Bem vindo ao mundo dos blogs, aguardamos ansiosos as suas atualizações.
Li sua carta para Clarice e me encantei. Amei.
E adorei ler outras coisas mais.
Venho com mais calma, outro dia, ler-te de novo.
Parabéns.
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